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Regras para clientes no brasil
A resposta direta: a FXTM (ForexTime) opera com múltiplas entidades reguladas e, como a maioria dos corretores internacionais, não aceita clientes de determinadas jurisdições. Para o trader brasileiro, o ponto central não é se o Brasil está na lista de países proibidos (não está), mas entender como a estrutura regulatória local se relaciona com uma corretora offshore.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não autoriza nenhuma corretora a oferecer CFDs ou forex de varejo para residentes brasileiros. Isso não torna a negociação ilegal para o indivíduo, mas significa que qualquer empresa que ofereça esses produtos opera em uma zona cinzenta, sem supervisão local e sem proteção ao investidor da CVM.
Na prática, o trader brasileiro que busca uma corretora internacional precisa verificar se a entidade específica que vai atender sua conta possui registro em um regulador forte (FCA, CySEC, ASIC) e segue as regras desse regulador.
Custos Reais de uma Operação
Custo efetivo de uma operação padrão de 1 lote (100.000 unidades) no par BTC/USD. Com a conta Standard da FXTM, o spread típico é de aproximadamente 1,6 pips, sem comissão. Isso representa um custo de USD 16 por ida e volta (round-turn), considerando o valor do pip em USD 10 para esse tamanho de lote.
Na conta ECN, o spread bruto parte de 0,0 pips, mas há comissão por lote. Considerando uma comissão típica de USD 7 por lado, o custo total seria próximo de USD 14 por round-turn, mais o spread variável. A diferença entre os dois modelos de conta se torna relevante para quem opera com alta frequência ou ordens grandes.
Os custos de financiamento noturno (swap) também precisam entrar na conta. Eles variam conforme o par e a direção da posição, e são aplicados diariamente às 22h (horário de Brasília), com tripla cobrança na quarta-feira. Para posições mantidas além de um dia, esse custo pode superar o spread em operações de curto prazo.
Onde Verificar a Autorização
Antes de depositar qualquer valor, consulte o registro público da CVM. A página de ofertas irregulares (conteudo.cvm.gov.br) lista empresas que receberam ordens de suspensão. A CVM emitiu 15 ordens de parada no primeiro semestre de 2026, contra 13 em todo o ano de 2024, e alertou sobre 24 plataformas digitais sem autorização.
A lista incluía nomes como Arkana, Avalon, Blend, Capital Binary, Drex, entre outros. A CVM atualiza essa lista com frequência, então a verificação deve ser feita no momento da escolha, não uma única vez.
Para a FXTM, a verificação correta é na FSCA (África do Sul), na CySEC (Chipre) ou no regulador da entidade que vai atender sua conta. O registro da FSCA cobre a entidade sul-africana da corretora. Cada entidade opera sob regras distintas de alavancagem e proteção ao cliente.
Detalhes de Depósito e Retirada
O Pix é o método dominante no Brasil, e a FXTM aceita depósitos via Pix através de processadores locais. A conversão de BRL para USD adiciona spread cambial e IOF de 3,5% sobre operações de câmbio. Retiradas via Pix são geralmente instantâneas, mas podem levar de 24 a 48 horas em caso de revisão bancária. Boletos e TED podem levar até 3 dias úteis.
A FXTM não é um banco, então não oferece contas em BRL. O depósito é convertido para USD na entrada e na saída, criando um custo duplo de conversão. Em depósitos e retiradas frequentes, esse custo pode representar 2% a 3% do valor movimentado.

Antes de Abrir a Conta
A FXTM oferece contas Standard, Cent, ECN e a linha Advantage, com versão islâmica disponível. Para o trader brasileiro, a escolha entre modelos de conta deve considerar o volume mensal, não apenas o spread divulgado.
Os requisitos de verificação (KYC) incluem CPF, documento com foto (RG ou CNH) e comprovante de residência. A corretora pode solicitar verificação por selfie e comprovação de origem dos fundos. Esse processo costuma levar de 1 a 3 dias úteis, e a conta só é liberada após aprovação completa.
A alavancagem oferecida pela FXTM para clientes brasileiros varia de 1:100 até 1:500+, dependendo da entidade. Esse nível de alavancagem não tem limite legal no Brasil, pois não há produto doméstico equivalente. A ausência de supervisão local significa que as regras de proteção ao varejo (como saldo negativo zero) dependem exclusivamente da política interna da corretora.
| Modelo de Conta | Spread BTC/USD | Comissão por Lote | Custo por Round-Turn |
|---|---|---|---|
| Standard | ~1,6 pips | Nenhuma | ~USD 16 |
| ECN | a partir de 0,0 pips | ~USD 7 por lado | ~USD 14 + spread |
| Advantage | Variável | Depende do volume | Calcular por operação |
Impostos Sobre Lucros
A Receita Federal tributa ganhos com forex e CFDs em corretoras offshore sob a Lei 14.754/2023, com alíquota fixa de 15% sobre o lucro, declarada anualmente na DIRPF. O trader precisa declarar a conta no exterior e informar os rendimentos, mesmo que não haja retirada dos recursos.
Isso difere da negociação doméstica na B3, onde ganhos em swing trade são tributados em 15% com isenção mensal até BRL 20.000 em vendas, e day trade em 20% sem isenção. A opção por corretora internacional não elimina a obrigação fiscal, apenas muda a sistemática de cálculo e pagamento.
Alternativas Mais Reguladas
Se a ausência de supervisão local for um incômodo, existem corretoras internacionais com registro em FCA (Reino Unido) ou CySEC (Chipre) que atendem clientes brasileiros. Essas entidades operam sob regras mais rígidas de segregação de fundos, proteção de saldo negativo e limites de alavancagem.
A FXTM tem uma entidade regulada pela FSCA na África do Sul, que oferece um nível de supervisão intermediário. A vantagem competitiva da FXTM está na variedade de contas e nas promoções da entidade offshore, que incluem bônus de depósito e pontos de fidelidade. Essas promoções não estão disponíveis nas entidades mais estritamente reguladas.
O custo maior de uma corretora FCA ou CySEC costuma ser a alavancagem limitada (geralmente 1:30) e spreads ligeiramente maiores. Para o trader que opera com volumes pequenos, essa diferença é irrelevante. Para quem busca alavancagem alta, a FXTM oferece mais flexibilidade, mas com menos proteção.
Onde as Pessoas Erram na Prática
O erro mais comum é confundir a lista de países proibidos com uma avaliação de qualidade da corretora. A FXTM não lista o Brasil como país restrito, mas isso não significa que a entidade que vai atender sua conta tenha as mesmas condições de outra que atende clientes europeus. A entidade offshore oferece alavancagem maior e bônus, mas também tem menos regras de transparência.
Outro erro frequente é não calcular o custo real da conversão cambial. O trader vê o spread de 1,6 pips na conta Standard e esquece que o depósito via Pix já teve um custo de conversão. Em uma operação de USD 1.000, o IOF de 3,5% e o spread cambial podem consumir mais que o spread da negociação em si, dependendo da frequência de depósitos.
Por fim, muitos ignoram a declaração fiscal. O lucro em corretora offshore precisa ser declarado na DIRPF mesmo sem retirada. A Receita Federal tem cruzado dados de contas no exterior, e a omissão desses valores pode gerar multa de 75% a 150% do imposto devido. A alíquota fixa de 15% é menor que a de day trade doméstico, mas só se aplica se o ganho for declarado corretamente.
Perguntas
O Brasil está na lista de países proibidos da FXTM?
Não. A FXTM atende clientes brasileiros, mas cada entidade da corretora tem suas próprias restrições. O trader precisa verificar qual entidade vai atender sua conta e as condições específicas dessa entidade.
Posso usar Pix para depositar na FXTM?
Sim, a FXTM aceita depósitos via Pix através de processadores locais, com conversão de BRL para USD e incidência de IOF. Retiradas via Pix geralmente são instantâneas, mas podem levar até 48 horas em revisões bancárias.
Como declaro lucros com a FXTM no imposto de renda?
Ganhos com forex e CFDs em corretoras offshore são tributados sob a Lei 14.754/2023, com alíquota fixa de 15%, declarados anualmente na DIRPF. Você também precisa declarar a conta no exterior e os rendimentos, mesmo sem retirada.

